HORMÔNIOS SINTÉTICOS

INTRODUÇÃO
OS HORMÔNIOS DE ORIGEN SINTÉTICO OU SEMI SINTÉTICO PODEM SER ORDENADOS 
QUIMICAMENTE  DE FORMA GERAL, EM:
1)	HORMÔNIOS ESTERÓIDES: aos quais pertencem os corticosupra-renais e sexuais.
2)	HORMÔNIOS PROTÉICOS: aos quais pertencem tiroideas, hipofisarias, 
pancreáticas e paratireoideas.
AS CARACTERISTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DOS HORMÔNIOS SINTÉTICOS, EM GERAL, SÃO:
•	SOLÚVEIS EM SOLVENTES ORGÂNICOS 
•	INSOLÚVEIS OU MUITO POUCO SOLÚVEIS EM ÁGUA
•	DIFUSIBILIDADE NOS TECIDOS
•	RESISTÊNCIA AO CALOR

HORMÔNIOS ESTERÓIDES: derivados do Colesterol, tem como estrutura básica 
a molécula de Ciclopentanoper — hidrofenantreno de 17 carbonos
Dividem-se em três ( 3) grupos principais, segundo o numero de átomos de 
carbono que possuem:

1a) Serie C21: inclui os corticóides e prostagenos: cortisona, hidrocortisona, 
cortisol, aldosterona, progesterona, levonorgestrel, gestodeno.
Seu núcleo é o Pregnano de 21 átomos de carbono.
1b) Serie C19: inclui os andrógenos: tetosterona, dihidro-epiandrosterona,
 androsterona e androstenodiona.
Seu núcleo é o Androstano  de 19 átomos de carbono.
1c) Serie C18: inclui os estrógenos : estradiol, estriol, etinilestradiol.
Seu núcleo é o Estrano de 18 átomos de carbono.

•	HORMÔNIOS PROTÉICOS: Verdadeiras proteínas, peptídeos, ou aminoácidos mais ou 
menos modificados, aos quais pertencem os hormônios da Tiroides, Hipofise, Pancreas 
e Paratiroides:

Hormônios da Tiroides: Tiroxina, Calcitonina
Hormônios da Paratiroides: Hormônio paratiroidiano
Hormônios da Hipofise: somatotrofina, Adrenocorticotrofina, Hormônio estimulante 
folicular (FSH), Hormônio Lutenizante, Prolactina, Tirotrofina, Intermedina, 
oxitocina, Vasopressina.
Hormonios do Pancreas: Glucagon, Insulina.

 
CONSIDERAÇÕES DE FARMACODINAMICA-FARMACOCINÉTICA
Do resumo das propriedades físicas feito acima, imediatamente desprende-se que os 
hormônios, em geral, possuem um rápido transporte através da membrana celular que 
reviste o epitélio gastrointestinal, pois eles são, em geral, ou  substancias 
apolares (hormônios esteróides)   que então podem  difundir facilmente mediante 
DIFUSSÃO SIMPLES, NÃO IONICA, COM TRANSPORTE  PASSIVO, atravessando a bi capa 
molecular lipídica na qual são solúveis; ou podem ser polares e ate iónicos ( hormônios protéicos) 
como o qual difundem também facilmente através dos poros das membranas plasmáticas 
formados pelas proteínas globulares e restos de açúcares, esse transporte chama-se 
DIFUSSÃO IONICA / POLAR/ ELETROQUÍMICA  
Do anterior, já podemos entender que não devemos tentar em forma alguma,mudar 
mediante a FORMULAÇÃO o comportamento físico químico próprio dos hormônios para 
conseguir que eles entrem facilmente no torrente sanguíneo, pois eles já o fazem NATURALMENTE. 
Por isso é importantíssima a propriedade de DIFUSIBILIDADE NOS TECIDOS VISTA AO PRINCIPIO
 - Os hormônios absorvem-se rapidamente e quase que completamente no trato GI, atingindo 
 concentrações plasmática máximas entre as 2 e 6 horas dependendo do hormônio considerado.
- A vida média, T1/2, varia consideravelmente e pode se dizer que é cumprido de forma 
geral, entre 14 e 18 hs, dependendo do hormônio.
- O modo de ação de cada hormônio, quer dizer, a farmacodinâmica, as vezes é bem 
conhecida, mas em outras, como os contraceptivos, ainda falta descobrir embora o 
conhecimento adquirido ate aqui permite usar-los em forma eficaz e segura.

5.3 - FORMULAÇÃO MAGISTRAL DE HORMONIOS
Em este tópico aplicaremos os princípios básicos a serem usados quando pretende-se 
formular qualquer fármaco, a saber:
1)	Farmacocinética pretendida
2)	Farmacodinâmica pretendida
3)	Compatibilidade excipiente/API; excipiente/excipiente;  Estabilidade 
4)	Compatibilidade física da formulação

1)	Farmacocinética pretendida: já vimos que NATURALMENTE os hormônios terão uma rápida 
absorção completa, e distribuição, portanto há de ser buscar excipientes totalmente 
inertes com eles de forma a não interagir essas propriedades.
2)	 Farmacodinâmica pretendida: como sabemos o efeito dos hormônios, mas não conhecemos 
ainda totalmente o mecanismo de ação químico, então, por enquanto, melhor não inovar com 
novos experimentos que podem ocasionar efeitos adversos e ações secundaria indesejáveis; 
portanto aqui também será melhor tentar usar excipientes o mais inertes possíveis que não 
venham a modificar propriedades física nem químicas dos hormônios.
3)	Compatibilidade excipiente/API; excipiente/excipiente;  Estabilidade : de acordo aos 
anteriores dois ítens, de forma geral, há de se buscar , essencialmente:
- Diluente ou mescla de diluentes INERTES com excelente fluxo para mistura rápida pois os
hormônios usam-se em muito baixas concentrações pelo que há de se usar diluição geométrica em 3 ou 4 etapas.
- Lubrificante INERTE: como sempre em não mais que 1%, só para melhorar o deslizamento do 
pó na capsula na hora de fracionar.
- Antioxidante: só em casos excepcionais há hormônios que oxidam facilmente, então há de 
se usar um ou um coctail de antioxidantes. Exemplos de hormônios que oxidam são Levotiroxina 
e relacionados, Desogestrel, e Levonorgestrel.  A causa de esse comportamento anormal desse 
tipo de hormônios está em propriedades químicas particulares provenientes das suas estruturas 
químicas intrínsecas.
4)	Compatibilidade física da formulação: aqui a dica, como sempre, é tentar evitar a 
sedimentação do API, que no caso dos hormônios trata-se sempre de um ativo MICRONIZADO. 
Para isso há que usar diluentes sólidos inertes que tenham grande capacidade de mistura e 
fluxo, quer dizer, diluentes modernos, que permitam distribuir homogeneamente o ativo, e 
que ele permaneça sempre nesse estado, quando a mistura ficar  em repouso.
5)	De todo o anterior concernente a Formulação, vemos que não temos que desesperar em 
tentar usar  Tensioactivos, Desintegrantes, Aglutinantes, Buffers, etc, etc,, alias, 
basicamente, os hormônios são muito fácil de formular porque nada temos que modificar em 
eles, exceto claro, em aqueles casos particulares mencionados, onde devemos proteger ao 
ativo da oxidação. 

EXEMPLOS DE EXCIPIENTES GERAIS PARA FAMILIAS DE HORMONIOS
Das estruturas químicas similares com propriedades químicas também similares, podemos 
assumir que TODOS OS ESTEROIES DOS EXEMPLOS ANTERIORES, SEJAM C18, C19, E C20, PODEM USAR, 
SEM PROBLEMAS O SEGUINTE EXCIPIENTE GERAL:
Excipiente padrão para Hormônios esteroides:
LACTOSE M100 OU SD: 63,5 %
AMIDO PREG	: 34,0 %
AEROSIL: 1,1 %
ESTEARATO Mg: 1,4 %
Analogamente, podemos usar uma mesma formula geral padrão de excipientes para os 
hormônios PROTEICOS:
Excipiente padrão para Hormônios Proteicos:
CELULOSE  MICROCRISTALINA PH 102: 91,1 %
AMIDO PREGELATINIZADO:  5,0 %
AEROSIL:		2,5 %
ESTEARATO DE Mg:	1,0 %
BUTILHIDROXITOLUENO: 0,05%
ACIDO TANICO:		0,3 %
EDTA DISSODICO:	0,05 %
Nessa formula usa-se esse coctail  antioxidante BHT, Ac Tânico, EDTA, pois demonstrou 
ser o melhor para esse tipo de hormônios , que de por sim são antioxidantes também, 
quer dizer oxidam- se eles antes que qualquer uma outra coisa, por isso há que proteger-los 
com antioxidantes mais poderosos que eles, ou seja um coctail.
- A forma de preparação desses dois excipientes padrões para hormônios, esteróides e 
protéicos, é fundamental, para que estejam bem homogêneos antes de misturar com os hormônios.
Recomenda-se, como antes, pesar as quantidades suficientes para preparar digamos 50 
gramas de excipientes correspondente, misturar os ingredientes em sacola plástica, 
misturador magistral, ou gral de vidro, prévio passo de cada  ingrediente por malha 
de 0,5 mm. A mistura não deve ser inferior que 15 minutos e agitação devera ser intensa. 
No caso de usar gral de vidro, evitar a trituração com o pistilo, só necessita-se 
misturar os excipientes mas não triturar-los pois eles já possuem as características 
ótimas para produzir bom fluxo. O excipiente assim preparado deve se guardar em dobre 
sacola fechada  retirando todo o ar interno, todo colocado em recipiente plástico obscuro, 
sílica gel dentro do pote plástico para proteger da umidade e bem fechado. Conservar a 
25 C e não mais que 50 % de URA.
Usar quando necessitar formular o hormônio em 3 ou 4 etapas de mistura, de acordo a 
quantidade a ser formulada do hormônio particular.
MANIPULAÇÃO PRATICA DE HORMÔNIOS COM EXCIPIENTES 
Exemplo> formular 100 capsulas de  Tibolona 2,5 mg
100 capsulas x 2,5 mg = 250 mg
5 % a mais: 12,5 mg
Total a pesar de Tibolona 100 % = 262,5 mg , usar balança analítica com quatro casas 
decimais.
Usaremos um PM liquido de produto de 100 mg por capsula, então pesaremos:
1 Capsula : 2,625 mg de Tibolona 100% + 97,375 mg de excipiente para Esteroides
100 capsulas: 262,5 mg tibolona 100 % + 9, 7375 g de excipiente para esteróides
Manipular de acordo com:
1)	Dividir em três partes iguais os 9,7375 g de excipiente e tomar uma dessas partes 
junto com a Tibolona já pesada dentro de sacola plástica adequada. Fechar a sacola 
deixando uma bolha interna de ar e agitar fortemente durante 5 minutos. Passar pela 
malha de 0,5 mm e receber numa outra sacola similar, ou misturador magistral, ou geral 
de vidro.
2)	Tomar a segunda porção de excipiente, tamisar pela malha de 0,5 mm direto sob a 
mistura contida na primeira diluição, fechar igual que antes e voltar a agitar 
intensamente durante 5 minutos.
3)	Tomar a terceira porção de excipiente, tamisar pela malha de 0,5 mm direto sob a 
segunda diluição, fechar igual que antes e voltar a agitar intensamente durante 5 minutos.
4)	Fracionar em capsulas obscuras com PM : 100,0 mg, total 100 capsulas.
O analises de teor e UC por HPLC não pode dar reprovado nunca nessas condições de trabalho.

NOTA:
COMO SE PODE OBSERVAR NUNCA FIZEMOS USO DO SISTEMA  DE CLASSIFICAÇÃO BIOFARMACÊUTICA 
DE DROGAS PARA FORMULAR OS NOSSOS HORMÔNIOS, E NUNCA TENTAMOS PASSAR POR EXEMPLO , OS 
HORMÔNIOS ESTERÓIDES (CLASSE 2) PARA A CLASSE 1 USANDO UM TENSIOATIVO PARA FAZER-LOS 
MAIS SOLÚVEIS. 
SE TIVESSEMS FEITO ISSO USANDO LSNA, COM,  POR EXEMPLO A OXANDROLONA, HOUVESSEMOS 
HIDROLISADO O ANEL DE LACTONA DESSE HORMÔNIO ESTEROIDAL E ASSIM ENCONTRARIAMOS MUITO 
POUCO DELE NUM ANALISES HPLC, REPROVANDO A FORMULAÇÃO.

Referencias bibliográficas:
1)	Jorge Sassone, Citostaticos, Hormonios, e Antivirais/Antiretrovirais: tecnologia de 
fabricação e Controle, 1ra edição, EPUB  RJ, 2006, Brasil
2)	The Merck Index, 13 edition
3)	Remington, the Science and Practice  of Pharmacy, 20th edition, 2000
4)	Physician´s  Desk reference, 58 th Eddition, 2004
5)	Jorge Sassone, Palestra Bioequivalencia FARMAPOLIS 2009, maio
6)	Jorge Sassone, Palestra Desenvolvimento de Novos produtos, FARMAPOLIS 2009,maio
7)	Solomons Graham, Quimica Organica,  Ed. Livros técnicos e Cientificos, Editora S.A., RJ 1983;
8)	 Allinger e otros, Quimica Organica, segunda edición 1978/1979, Ed. Revertré, AS, 
Barcelona, Bogota, Buenos Aires, Caracas , México, Rio de Janeiro)
9)	Bllubdell T. Wood S.. the conformation, flexibility and dynamics of polypeptides 
hormones, Annu Ver Biochem, 1982; 51; 123-154
10)	Sutherland EW. Studies on the mechanism of hormone action. Science 1972; 177: 401-408
11)	Simpson ER, Mendelson CR. The molecular basis of hormone action. In carr BR, Blackwell 
RE. Textbook of reproductive medicine. Ed Appleton&Lange ( 1a), 1993: 121-140
12)	O´Malley BW, Strott CA. Hormonas esteroides: metabolism y mecanismo de acción. En Yen 
SSC, Jaffe RB. Endocrinologia de la reproducción. Ed. Panamericana (3 a); 1993: 179-2003